com o zé 2

Portugal deu "Novos Mundos ao Mundo"......Imagens para dar a conhecer um pouco daquilo que a nossa terra tem de melhor e mais bonito, da beleza das nossas mulheres Portuguesas, das Artes e de locais por onde sirandei, de trabalhos que eu executei, e de outros que admirei.

16 de fevereiro de 2013

A beleza ideal está na simplicidade calma e serena.
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ISU-152 1943 - URSS

ISU-152 1943
5º Exército Blindado da Guarda
2ª Frente da Biélorussia
Prussia Oriental, Janeiro 1945
 
47 ton - comp. 9,20 m - alt. 2,50 m - larg. 3,10 m - motor : V-2IS a diesel de 12 cilindros, 600 cv às 2000 rpm - depósito combustível 560 L (360 L suplementares em reservatórios cilíndricos externos) - v.máx.: estrada 38 kmh, mato 20 kmh - autonomia: estrada 220 k , mato 80 kmh - peça-obus ML-20SM de 152,4 mm + metralhadora pesada DShK 12,7 mm - blindagem máxima: dianteira da torre 320 mm, dianteira do casco 120 mm - 5 tripulantes.
metal 1:72-12 cm - base 8x17 cm - extras: Diorama, acessórios, paisagem fundo, patines, base técnica
Saída de fábrica no fim de 1943, a potente peça-obus de 152,4 mm, autopropulsada ISU-152 de 47 toneladas, só pôde ser utilizado pelo Exército Vermelho durante os dois últimos anos da Segunda Guerra Mundial, onde a sua utilização contribuiu para expulsar os alemães do território soviético. O engenho assumiu de facto uma parte ativa na perseguição das tropas alemãs e na ofensiva ulterior contra o III reich alemão. Este ISU-152 pertencente ao 5º Exército Blindado da Guarda, integrado na 2ª Frente da Bielorussia, foi empenhado na Prússia Oriental em Janeiro de 1945.
O engenho está coberto com uma camuflagem de Inverno composta por grandes blocos brancos, que mascaram quase completamente o fundo original verde oliva. Grande parte destas camuflagens de Inverno, eram feitas com tintas removíveis, que eram retiradas após os longos nevões do Inverno Soviético. Certas zonas não foram camufladas de modo a deixar à vista os códigos táticos pintados sobre stencil a amarelo, no caso presente um número –175- e quatro barras horizontais dispostas em pares. Situado no centro do carro, o compartimento de combate é totalmente protegido por uma casamata de placas blindadas. Acolha a peça-obus, a guarnição (4 ou 5 homens) e as munições armazenadas em prateleiras laterais.
O Caça-carros soviético de melhor desempenho
O ISU-152, um canhão de assalto soviético particularmente potente, só foi utilizado em combate no fim da Segunda Guerra Mindial. Desempenhou, porém, um papel considerável nos combates travados em território alemão. Depois do lançamento da produção em série, os ISU-152 foram reunidos em unidades autónomas – os Regimentos independentes de Artilharia Pesada Autopropulsada integrados nos Corpos Blindados (equivalentes a corpos de Exército). No fim da guerra, estas grandes unidades perfaziam 56, das quais 12 eram designadas por Corpos de Carros de Combate da Guarda, unidades de elite do Exército Vermelho. No palco organizacional, cada corpo dispunha de 12 000 combatentes e, entre outros meios, de 207 carros de combate e de 63 peças de assalto autopropulsadas de diferentes tipos (SU-76, SU-85 e SU-152/ISU-152). Em Janeiro de 1944, estes regimentos de artilharia pesada autopropulsada eram compostas por 12 veículos, mas a sua estrutura organizacional foi modificada um ano mais tarde. Foram então equipados com 21 peças, distribuídas por quatro baterias de cinco veículos, mais um veículo de comando.  Ao todo um regimento contava com 374 combatentes. No fim da guerra, 53 regimentos deste tipo haviam sido criados.
Os ISU-152 começaram a ser empenhados em número considerável em Junho de 1944, aquando da Operação Bagration, na qual participaram não menos de catorze regimentos de artilharia pesada autopropulsada de diferentes Corpos Blindados. Três Corpos de Carros de Combate da Guarda estavam integrados no 5º Exército, ao passo que mais dois, entregues ao 49º Exército, participaram na operação do cerco de Minsk, capital da Bielorussia. Aquando desta operação, os soviéticos destruíram o Grupo de Exércitos Centro e depois lançaram uma ofensiva no setor de Lvov-Sandomierz, mais a sul. No fim de 1944 as tropas soviéticas haviam alcançado as fronteiras da Polónia. Durante os últimos meses de guerra, os ISU-152 demonstraram amplamente a sua eficácia, como testemunharam os combates de 15 e 16 de Janeiro de 1945 perto da cidade polaca de Borowe.
Durante esta operação, elementos da 2ª Frente Bielorussa – uma unidade equivalente a um grupo de exércitos – às ordens do marechal Rokossovsky, tiveram de fazer face ao contra-ataque feroz da divisão mecanizada Grossdeutschland  http://youtu.be/VIVYadKsqEg
O assalto conduzido por esta divisão foi coroado de sucesso, e as tropas soviéticas tiveram de recuar. No entanto o avanço dos 2º e 3º Batalhões Mecanizados alemães foi bruscamente detido pelas salvas de foguetes múltiplos soviéticos (Katiuska) bem como pelos tiros dos ISU-152 do regimento de artilharia pesada autopropulsada do 39º Corpo de Carros de Combate da Guarda.
Distinções
Devido a atos de bravura em combate contra as tropas alemães, oito regimentos foram distinguidos pelo acréscimo, na sua designação, dos nomes das cidades que haviam libertado. Além disso, três deles receberam, pelo seu comportamento heróico, uma das mais prestigiadas distinções soviéticas, a Ordem da Bandeira Vermelha, enquanto outros três recebiam a Ordem da Estrela Vermelha.
A última intervenção
A última intervenção destes regimentos de artilharia pesada autopropulsadas, durante da Segunda Guerra Mundial desenrolou-se num contexto muito diferente, o da invasão da Manchúria aquando da Guerra contra o Japão, em Agosto de 1945. Para esta operação os ISU-152 tiveram de atravessar toda a União Soviética através do caminho-de-ferro. Depois da Guerra, o último empenhamento em combate deste veículo teve lugar em 1956, em Budapeste (Hungria) quando o exército soviético interveio contra os insurretos húngaros. Os ISU-152 que participaram neste derradeiro episódio pertenciam ao regimento de canhões de assalto da 33ª Divisão de Atiradores Mecanizada da Guarda.
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13 de fevereiro de 2013


Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes
daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"


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Chengdu J-10A
Intercetor Monolugar
Chengdu Aircraft Industry Corporation (CAC)
República Popular da China
versão: Base de Sanzao, Zhuhai - Novembro 2008
Envergadura 9,70 m - comp.15,50 m - alt. 4,78 m - superfície alar 39 m2 - peso bruto 9750 kg - peso máx. ao descolar 14 875 kg - v-máx. Mach 2,2 em altitude e Mach 1,2 ao nível do mar - teto serviço 18 000 m - raio de ação 1600 km - motorização: um turborreator Saturn Lyulka AL-31 de 12 250 Kgf, ou um Shenyang WS-10A de 14 350 Kgf - 1 canhão de 2 tubos tipo 23-3 de 23 mm e 11 pontos de ataque (6 nas asas e 5 na fuselagem) para bombas de gravitação ou guiadas a laser, pods para rockets de 90 mm, mísseis ar/ar PL-8, PL-9, PL-11 ou PL-12, mísseis ar/solo Pj-9 e Yj-9 pod de busca e guiagem infravermelho Hongguang-I, sistema de navegação e ataque Blue Sky ou depósitos de combustível suplementares descartáveis de 800 ou 1600 litros.

metal, escala 1:72-24 cm - base 7x9 cm - extras: aplicação dos trens e portinholas, base técnica.
Chengdu J-10A o novo dragão de Pequim
A Partir  de 2003 a força aérea chinesa começou a interessar-se por um novo avião de combate polivalente de tecnologia de ponta, capaz de rivalizar com os melhores caças produzidos pelo Ocidente. Durante mais de meio século a indústria aeronáutica chinesa realizou sob licença aviões de conceção soviética num grande número de sítios como Chengdu, Xangai, Shenyang e Xian. Inicialmente, o empenho deste país recaiu sobretudo sobre os caças, mas depois orientou-se para outros tipos de aparelhos.
Em finais dos anos 1960, durante o declínio da Guerra Fria, os Chineses passaram a agir segundo preocupações puramente regionais, valendo-se sempre das transferências de tecnologia soviéticas, americanas ou europeias. No entanto, a desagregação do bloco de Leste e o fim do sistema soviético ofereceram a Pequim a oportunidade de entrar numa era de progresso exponencial na área da produção de aviões militares, passando a apresentar-se nos mercados internacionais com uma oferta de aparelhos muito competitiva. O Chengdu J-10 construído pela Chengdu Aircraft Corporation (CAC) é o exemplo mais evidente desta evolução extraordinária, mesmo com uma conceção proveniente de dois projetos dececionantes.
A origem do J-9
O desenvolvimento deste avião de combate (projeto 8610) começou nos anos 80, e beneficiou da experiência adquirida com o caça de alta altitude Chengdu J-9 realizado em 1975 com uma configuração delta-canard. No entanto, os engenheiros chineses desistiram de levar mais longe a realização do J-9 por causa dos problemas recorrentes do reator Shenyang WS-6. As origens do J-10 também têm a ver com o caça israelita IAI (Israel Aerospace Industries) Lavi, cujo programa teve de ser interrompido por causa dos seus custos excessivos.
Os israelitas concederam aos Chineses a técnica das superfícies canard de grandes dimensões, enquanto a tomada de ar do reator fazia lembrar a do Eufighter Typhoon. Mas a contribuição mais significativa do Estado hebreu foi o software concebido para controlar os comandos de voo elétricos do novo avião de combate. A combinação destas tecnologias possibilitou a realização de um engenho de quarta geração muito avançado, que se valeu de materiais compósitos e de ligas de alumínio que lhe conferiram uma enorme robustez e uma leveza igualmente importante. O reator que propulsionava o J-10 era muito menos alongado que o do J-9 e superava minimamente o do Lavi.

Primeiro voo

O primeiro Chengdu J-10A efetuou o seu voo inaugural a 22 Março 1998 e deu origem a uma versão destinada à força aérea chinesa (J-10S) assim como a uma variante para exportação designada J-10B ou Super Chengdu. Suscitando uma verdadeira revolução no mercado dos aviões de combate, constituía um aparelho acessível a muitos países em matéria de custos. O J-10B tinha a equipá-lo em ecrã de apresentação de dados projetados na viseira do capacete do piloto (Helmet Canada Display) um radar mais potente e uma tomada de ar redimensionada que possibilitava uma melhor alimentação do reator de corpo duplo e fluxo duplo Saturn Eyulka Al-31FN Mi, idêntico ao montado nos caças russos Sukhoi-27 e Sukhoi-30 MK.

O interesse do Paquistão

O Paquistão, um dos principais parceiros da China, que lhe forneceu aviões de combate para fazer frente à Índia, mostrou um grande interesse pelo Chengdu J-10. Este país, que já assinara com Pequim um acordo relativo ao desenvolvimento conjunto do caça JF-17 (conhecido na China como FC-i Xialong e fabricado pela Chengdu e pela Pakistan Aeronautical Complex) avançou com a opção de compra do primeiro lote de 36 exemplares previstos para 2014-2015, com a denominação paquistanesa FC-20. Segundo fontes militares chinesas, este contrato inicial poderá chegar às 300 unidades, com metade produzida pela Pakistan Aeronautical Complex. Agindo desta maneira, Islamabad pretendia modernizar a sua frota de aviões, constíuida por caças Nanchang A-5 (desenvolvimento chinês do MiG-19). Chengdu F-7 (desenvolvimento chinês do MiG-21) e também pelos Dassaul Mirage III e Mirage V.
O J-10B também suscitou o interesse das forças aéreas iranianas e venezuelana. Além disso, segundo as autoridades chinesas, o novo avião de combate da Chengdu conseguiu seduzir alguns países do Sudeste asiático, da África, do Médio Oriente e da América do Sul. Assim, o futuro do J-10 pode vir a ser bastante importante para as exportações chinesas de armamento. O interesse que suscita este aparelho deve-se não só ao seu preço (27,4 milhões de dólares contra os 29 milhões de um MiG-29 modernizado), mas também pela facilidade de abastecimento de peças sobressalentes e de armamento que a China garante e pela ausência de limitações como as que os governos ocidentais recomendam às suas empresas aeronáuticas que pretendam vender os seus aviões de combate a nações consideradas como politicamente corretas. O Chengdu J-10A  está equipado com uma vara de reabastecimento em pleno voo. Imediatamente a seguir à cabina do piloto duas largas abas “superfície canard” destinadas a melhorar a sustentação.

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11 de janeiro de 2013

Um dia a maioria de nós irá separar-se...


Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,
das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das
vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim...
do companheirismo vivido

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja
pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas
que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto
se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e
perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons
anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrima abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes
daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a
sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não
deixes que a vida
passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de
grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos!"

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“Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”
Fernando Pessoa
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Vaillante Commando Safari 1975

Vaillante Commando Safari 1975
Michel Vaillant, album « No Inferno do Safari »
piloto: Michel Vaillant
 
V6-2852 cc - 180 cv - v.máx. 235 kmh - 0-100: n/a - peso 1150 kg

Commando Safari para as provas mais duras Indestrutível! É um adjetivo que assenta na perfeição ao Vaillante Commando Safari, preparado em meados da década de 1970 pela equipa de Jean-Pierre Vaillant para os seus pilotos. Lama, areia ou buracos pouco importa, o Vaillante passa por eles sem problemas! Parafraseando um slogan publicitário não muito antigo de um automóvel francês, pode dizer-se que o Vaillante Commando na versão Safari foi previsto para as provas mais duras. Porque a principal condição para ganhar um rali é chegar ao fim! Então, para vencer o East African Safari, geralmente apresentado como o rali mais exigente do mundo tanto para as mecânicas como para os pilotos, foi preciso prestar um cuidado especial à preparação do Vaillante para o tornar indestrutível.
O cenário Na década de 1970 ainda se podiam distinguir grosso modo dois tipos de ralis: os tradicionais e aqueles que depois iriam dar origem aos ralis-raides, disputados em condições extremas, geralmente em África. Para os primeiros os trunfos era a leveza e as performances, ao passo que para África se optava pela solidez e pela robustez. Assim, em detrimento das performances puras, o carro teve que ser robusto – aliás, Jean Graton refere isso na banda desenhada O East African Safari” é uma prova na qual a fiabilidade dos automóveis é mais importante do que qualquer outro aspeto”. No inferno do Safari Esta aventura de Michel Vaillant leva-nos até África no início da década de 1970, numa época em que ainda não se falava no Paris-Dakar e em que este continente se mantinha algo misterioso.
Ora, muito a propósito hà vudu e feitiços na história... Um dilema: os campeões de Fórmula 1 Michel Vaillant e Steve Warson têm de responder ao convite do East África Safar “Não” afirma Michel, nós não temos conhecimentos “Sim” respondem em coro Jean-Pierre e Henri Vaillant, é bom para a marca! Com a decisão tomada, com ou sem Michel, a fábrica Vaillante inscreve três automóveis neste grande rali africano.
A intriga desenvolve-se Depois desta discussão nos escritórios passa-se para a oficina de preparação dos automóveis: é visível que se preparam e reforçam as carrocerias, mas ainda faltam vários meses para a prova. A máquina bem oleada de Jean Graton começa a funcionar: o autor conduz-nos pelos bastidores de um rali e explica-nos como é que se preparam os bólides, a logística, os reconhecimentos etc. Primeira grande alteração de cenário: uma pequena equipa desloca-se ao Quénia, ao local do rali, para os primeiros reconhecimentos.
Gilbert Staepelaere encontra-se com o piloto quéniano Peter Shiyuka que será colega de Michel na prova. Começam os reconhecimentos e ficamos com uma primeira ideia dos cenários. Há um regresso à Europa para um curto intervalo da F1: o campeonato está lançado e Michel quer dedicar-lhe todas as suas forças. Entretanto, os filmes feitos no Quénia durante os reconhecimentos deixam Steve Warson entusiasmado: quanto mais as coisas parecem difíceis mais ele as acha interessantes! No final de Fevereiro os automóveis estão prontos e é uma equipa reforçada que vai proceder a um segundo reconhecimento, com tomada de notas e passagens rápidas pelas provas especiais. O avião da equipa Vaillante também está presente. No entanto na Europa Henri e Jean-Pierre Vaillant recebem um Vaillante em miniatura cravado de alfinetes: será a maldição de um feitiço vudu?
Gilbert Staepelaere Na galeria dos personagens das aventuras de Michel Vaillant encontram-se os de ficção, criados pela imaginação de Jean Graton , e os da vida real, que o autor integrou para tornar as suas histórias ainda mais realistas. Jacky Ickx foi um dos primeiros desta categoria mas outro piloto, Gilvert Staepelaere, seguiu-o de perto.
Excelente piloto com um extenso palmarés, do qual fazem parte 12 títulos de campeão de ralis da Bélgica, Staepelaere também brilhou nos circuitos. Muito polivalente, sentia-se à vontade em provas difíceis como os raides. Ajudou por várias vezes o seu amigo Jean Graton dando-lhe conselhos acerca destas provas tão especiais. Assim, é natural encontrá-lo como personagem importante em várias aventuras de Michel Vaillant. Nesta dá conselhos durante os reconhecimentos e desvenda alguns “truques” da velha raposa dos ralis. É um condimento indispensável para esta história.
130 km em 12 horas Um participante quis transmitir tudo aquilo que tinha sentido durante o seu rali. Trata-se de um relato que dispensa comentários! “Levámos 12 horas a percorrer 130 km! Ficámos atolados não sei quantas vezes, 15...20! Foi esgotante. Por vezes havia dez automóveis imobilizados, uns de encontro aos outros. Desesperados, alguns concorrentes até pensaram virar os seus automóveis de rodas para o ar para que deslizassem melhor. Os espectadores também fazem parte dos riscos: muitos divertem-se a atirar pedras aos para-brisas para ver quem tem melhor pontaria. Uma noite Marie-Claude Beaumont e Martine de la Grandrive ficaram fechadas no seu carro, protegidas por um concorrente inglês, que também tinha desistido e se sentou no capot para afastar os autóctones que pretendiam que as jovens concorrentes passassem um mau bocado...”
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“Nunca amamos ninguém.
Amamos, tão somente, a ideia que fazemos de alguém.
É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isso é verdade em toda a escala do amor.”
 
Fernando Pessoa
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10 de janeiro de 2013

Spyker C8 Spyder GT2-R


Spyker C8 Spyder GT2-R
24 Horas Le Mans 2007
75º Circuit de La Sarthe

Equipa: Spyker Squadron, Holanda - categoria GT2 - motor V8 atmosférico 3800 cc - 600 cv - pneus Michelin - características da prova: 16 e 17 Junho 2007 - Circuito de La Sarthe (Le Mans-França) - extensão/volta 13,626 km - á partida 54 automóveis, á chegada 29 automóveis. pilotos: Jaroslav Janis (CZ), Mike Hezemans (NL), Johnny Kane (GB) metal, escala 1:43-9,2 cm - base 8x15 cm - extras: base técnica
 O sonho secreto de qualquer fabricante de automóveis é aceder um dia à Fórmula 1. A firma holandesa Spyker conseguiu-o em 2006. Mas quem se lembra das origens ancestrais desta empresa?
Os irmãos Jacobus e Hendrick-Jan Spijker. criaram a sua primeira sociedade em 1880 em Hilversum. Esta família holandesa adaptou rapidamente para as suas produções uma grafia mais compreensível internacionalmente e os seus carros passaram a denominar-se “Spyker”. A empresa começou por realizar atrelagens para depois se virar para as carroçarias de automóveis. Em 1985, a Spyker obteve a licença de fabrico dos automóveis Benz para a Holanda. Pouco a pouco, a Spyker foi acrescentando aos veículos de origem alemã com a firme intenção de criar os seus próprios produtos, tão depressa quanto possível. Fez esta escolha em 1900.
Na generalidade, os Spyker caracterizam-se por uma técnica refinada. Um motor de 6 cilindros ficou disponível a partir de 1902. Para a competição, a Spyker construiu um bólide de quatro rodas motrizes e travões nas quatro rodas, sem dúvida um dos primeiros do género. O estudo foi levado a cabo pelos engenheiros Émile-Gustave Drouard e Joseph Laviolette. Este modelo 60/80 HP estreou-se no Salão de Paris de 1903. Apesar de original e inovadora, a firma holandesa não escapou à bancarrota e acabou por encerrar em 1925.
O seu nome reapareceu no Salão de Londres de 2000. Para uma sociedade que produziu menos de trezentos carros depois de ressuscitar, a Spyker surge como o próprio exemplo de uma empresa que conseguiu superar as suas insuficiências.
Efetivamente, mostrou uma ambição desmesurada. Foi fundada em 2000 por Victor Muller, financeiro, empresário e colecionador de automóveis. Propôs-se, à partida, ajudar um amigo a criar um supercar holandês. O Spyker é um carro muito original. Uma estética singular, uma qualidade meticulosa, prestações espantosas e um plano desportivo premeditado permitiram à Spyker impôr-se na selva dos carros excecionais. A gama compôe-se do CB Aileron (4.2L, 405 CV), do CB Spyker SWB (mesmo motor, mas descoberto e sobre uma distância entre eixos reduzida para 2,57 m), os BB Laviolette, coupés de distância entre eixos curta (2,57 m) ou longa (2,67 m) e o C12 Zagato, muito exclusivo, com a sua carroçaria criada pelo carroçador milanês e o seu motor V12 (6 L, 500 CV).
 O coupé Aileron é comercializado desde 2009 e estreou-se no mercado americano no Salão de Nova Iorque desse ano. O Spyker Aileron afirma-se como um desportivo de raça, ágil e extremamente sofisticado, impulsionado pelo motor Audi turbo-comprimido, que desenvolve mais de 400 cv. Este Spyker não tem nada a ver com os modelos ancestrais, mas ainda é construído à mão com os melhores materiais, também para uma elite abastada. A Spyker empreende uma política desportiva, participando regularmente nas 24 Horas de Le Mans. Em 2007 o Spyker Squadron inscreveu um segundo automóvel confiado a Andrea Bellichi, Andrea Chiesa e Alex Caffi, mas não conseguiu cortar a meta.
 
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