25 de novembro de 2011
24 de novembro de 2011
Cântico Negro - José Régio


João Villaret
Foi um grande ator e um inigualável declamador, que enchia salas de espetáculos declamando poesia e falando de poetas, sem nunca olhar para um papel.
Alguém se lembrou de criar um site dedicado a ele.
Conta ainda com pouca coisa, mas que merece ser visitado e, claro, ouvido. Sugiro, para começar, alguns curtinhos. Mas, claro, ouvi-los todos é fantástico.
http://jvillaret.com.sapo.pt/ click para ver videos
- Adivinha - Balada da neve - Fado falado - Liberdade - O menino de sua mãe
E o incontornável... Cântico negro
Consta que após a leitura deste poema, no Teatro de S. Luís, recebeu uma ovação ininterrupta de perto de 30 minutos, que constitui ainda hoje um record nacional em qualquer tipo de espectáculo.
Cântico negro
José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde

Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!

Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
Gentileza do amigo Fernando N.
23 de novembro de 2011
F-16B Falcon - Portugal











F-16B Fighting Falcon
Caça-bombardeiro Bilugar
General Dynamics Corp. - USA
versão: Esquadra 210 "Falcões" - Força Aérea Portuguesa
envergadura 9,45 m
comp. 15,03 m
alt. 5,09 m
teto 15240 m
armamento: canhão 20 mm +
misseis e rockets vários +
2 depósitos descartáveis nas asas
autonomia 3800 km
1º voo: 1976
v.máx. 2020 Kmh
peso 8496-16500 Kg
modelo metálico, escala 1:72 - 21 cm base 6,5x9 cm
extras: Base técnica
Falcon ou Viper (Falcão ou víbora).
O general Dynamics (hoje, Lockheed Martin) F-16 é considerado um dos melhores aviões de combate das últimas décadas do século XX.
A sua perfeita combinação custo/prestações e os indubitáveis êxitos conseguidos em batalha contribuiram, sem dúvida, para esse reconhecimento.
O F-16 na Força Aérea Portuguesa. No âmbito do acordo Peace Atlantis I, de 1994 a FAP recebeu vinte F-16 A/B destinados à Esquadra 201 “Falcões” da Base aérea 5 em Monte Real.
Cinco anos mais tarde viria a receber um segundo lote de mais vinte e cinco aeronaves, agora destinadas à Esquadra 301 “Jaguares” também esta operando a partir da BA5 em Monte Real.
A missão das Esquadras “Falcões” e “Jaguares” consiste na defesa aérea do território nacional e também na participação na Força de Reação Rápida da OTAN (Nato Response Forces) e nesse sentido, exige prontidão permanente de duas aeronaves com mísseis ar-ar e canhão 20 mm durante 24 horas por dia e sete dias por semana.
A FAP já participou com os seus F-16 em diversas operações.
Na crise do Kosovo, destacou três F-16A para a Base de Aviano, em Itália, para a Operação Allied Force, onde entre Outubro de 1998 e Junho de 1999 a Esquadra 201 se envolveu na campanha aérea dos Balcãs, protegendo as forças aliadas e tomando parte em missões de superioridade aérea, voando 1130 horas de voo em 270 saídas, muitas delas com mais de sete horas, exigindo reabastecimento no ar*.
Em 2000 a FAP participou com seis aeronaves no exercício Red Flag, na base aérea de Nellis, no Nevada, EEUU, naquele que é um dos melhores exercícios mundiais, com missões exigentes e de complexidade tática. De Novembro a Dezembro de 2007, o F-16A/B integrou ainda a missão de Policiamento Aéreo NATO sobre os Estados Bálticos, contribuindo para a sua defesa aérea.
O F-16A/B Fighting Falcon, assume-se como uma aeronave emblemática para a FAP representando modernização e avanço tecnológico.
Nesse sentido, estas aeronaves têm vindo progressivamente a ser utilizadas no âmbito do programa Mid Life Upgrade (MLU) equiparando-se aos dos restantes parceiros da OTAN num projeto já em fase de conclusão. Os aviões já atualizados passam oficialmente a ser designados F-16AM/BM.
* Assinalado com símbolos brancos logo atrás da carlinga o local onde o F-16 é reabastecido em pleno voo.
Portuguesas Maravilha
22 de novembro de 2011
20 de novembro de 2011
MIG-29 Fulcrum - URSS/Russia






MIG-29 Fulcrum Mikoyan-Gourevich
Caça Monolugar de Superioridade Aérea
versão: Força Aérea Soviética
Fabrica: Mikoyan & Gourevich URSS/Russia
envergadura 11,36 m
comp. 17,37 m alt. 4,73 m
1 tripulante 1º voo: 1986
canhão 30 mm + 3700 kg bombas nucleares,
lança-rockets e PODS contramedidas +
2 depósitos descartáveis nas asas
aut. 2100 km
tecto 18400 m
v.máx. Mach 2,3
peso 11-21 ton
metálico,escala 1:72 - 22,5 cm
extras: Base técnica
Um legado da época soviética.
Em Julho de 1986 uma notícia deixou o mundo ocidental estupfacto: seis MIG-29 desarmados, provenientes da base soviética de Kobinka, aterraram no aérodromo de Kuo-Rissala, na Finlândia.
Tratava-se de uma visita oficial à Hä LLv31, uma unidade da força aérea finlandesa equipada com MIG-21. Foi a primeira vez que o MIG-29 apareceu em público. Na época da União Soviética, os MIG-29 equiparam sobretudo as forças aéreas dos paises do Pacto de Varsóvia (modelo 9-12).
No entanto, nos anos 90, o modelo 9-12B com uma aviónica e um radar de qualidade inferior, foi entregue aos paises do Médio Oriente (à exceção da India, que recebeu o modelo 9-12).
O Fulcrum entrou em combate durante as guerras do Golfo. Na primeira, um destes caças reivindicou a destruição em voo de um F-14 iraniano com um míssil R-27 R1.
No entanto na segunda guerra do Golfo, levada a cabo por uma coligação internacional para libertar o Kuwait, os resultados do Fulcrum foram menos importantes.
JJ fotos



























