com o zé 2

Portugal deu "Novos Mundos ao Mundo"......Imagens para dar a conhecer um pouco daquilo que a nossa terra tem de melhor e mais bonito, da beleza das nossas mulheres Portuguesas, das Artes e de locais por onde sirandei, de trabalhos que eu executei, e de outros que admirei.

4 de julho de 2012

3 de julho de 2012

Todas as cartas de amor são ridículas

 Ophélia e Fernando Pessoa

...Numa dessas cartas, implora Pessoa: “Faze o possível por gostares de mim a valer...faze, ao menos, por o fingires bem” (março 1920).
São cartas de amor entre Fernando Pessoa e Fernando Pessoa, sugere Janice de Souza Paiva; nesse comentário inspirando-se, embora não o declare, no próprio Pessoa – para quem “todas as cartas devem, pelo menos para o homem superior, ser apenas dele para si próprio”.
É pensando nessa correspondência que, um mês antes de morrer, escreve (findando todas as estrofes com a mesma palavra, “ridículas”:

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

in Ferrnando Pessoa uma quase-autobiografia de José Paulo Cavalcanti Filho
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Profs....a culpa é deles!

Profs....a culpa é deles!

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores.
Só pode ser deles, aliás.
Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam.
O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos.
Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores.
Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida. É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita.
Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores. Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-la-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento. O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater.
Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais - até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas. Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.
Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M.
Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas, que são espancados por eles.
Tomando sempre novas qualidades, este mundo. Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças.
Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores.
Um cigano em cada escola, é a minha proposta. Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.


Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão
Gentileza do amigo António C.
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30 de junho de 2012

Quando um filósofo me responde, eu nem compreendo a pergunta que lhe fiz.

André Gide
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Vaillante Mistral GT







Vaillante Mistral GT
Michel Vaillant - album « Óleo na Pista »

6 cil. - 2670 cc - 200 cv - v.máx. 235 kmh - 0-100: n/a - peso 1200 kg metal, escala 1:43 - 10,5 cm base 10x16 cm

Por detrás de cada álbum de Michel Vaillant sente-se um grande trabalho de informação pois sob a ficção encontra-se uma base extremamente sólida de factos confirmados acerca de tudo aquilo que diz respeito às corridas de automóveis.
“Óleo na Pista” confirma a regra.
Elegância e eficácia: duas características do grande coupé Vaillante que aparece como uma vedeta americana nesta história de ciúmes.
Quanto ao Mistral, introduz uma nota de serenidade.
Que estranho e magnífico carro é este? É o texto que acompanha o pano picado sobre o Vaillante Mistral GT no álbum “De l’Huíle sur la piste!”.
Cerca de 40 anos mais tarde o autor continua satisfeito com a sua criação e declara: “Esse carro era mesmo bonito!”.
Estamos mesmo no final da década de 1960 e não há dúvida de que se o Mistral tivesse saído da banda desenhada teria provocado invejas, tal como sucedeu com o Alfa Romeo Montreal ou com o Citroën SM, que seriam seus rivais.


Comprido e baixo, com uma incrível superfície vidrada que é uma das imagens de marca do desenhador Jean Graton, este Vaillante combina harmoniosamente linhas arredondadas com arestas vivas, como se observa no seu capot comprido que se afunda lentamente para a frente e termina brutalmente nuns faróis afilados como os olhos de um gato.
Além disso ainda temos o aileron traseiro, sem dúvida dispensável num automóvel destes mas herdado diretamente da competição e que segundo Françoise Latour, a jornalista especialista em automobilismo, proporciona “um comportamento em estrada sensacional”.
Este álbum é bastante representativo do primeiro período das aventuras de Michel Vaillant de “antes da televisão”: a verdade é que nas vésperas da década de 1970, e apesar das revistas da especialidade terem feito grandes progressos, o automóvel ainda estava ausente do pequeno ecrã.
Neste álbum vê-se o engenheiro Jean-Pierre Vaillant apresentar as vantagens do aileron traseiro, veem-se os testes dos protótipos de F1, o aparecimento de novidades (por exemplo, o capacete integral), o desenrolar de uma temporada de grandes prémios, os desenhos muito realista de automóveis de Fómula 1 e dos seus pilotos: Matra e Beltoise, Lotus-Ford, Jackie Stewart, Chris Amon...
Jean Graton também ganhou experiência nos circuítos e, pacientemente conquistou a simpatia de pilotos e mecânicos, que lhe abriram as portas como se fosse um verdadeiro jornalista.
Deste modo, a veracidade e a precisão dos seus relatos e desenhos, foram em parte o resultado de uma observação rigorosa e da ajuda preciosa de alguns especialistas.


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Peixes Ornamentais






Os peixes de aquário
são bichos obsessivos,
de uma obsessão inocente,
em sua prisão de vidro,
em seu oceano de renúncia.
Servem de coloridos brinquedos vivos,
até que um dia
boiam a rigidez do fim.

Os peixes de aquário,
quando não servem para distrair
os olhos ociosos dos homens
ganham o lixo como cemitério.
Ainda haverá tempo para
sair da obsessão inocente
de respirar entre quatro paredes de vidro
que só oferecem um metro quadrado de renúncia
e o cemitério dos peixes de aquário.

Ronaldo Costa Fernandes
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Portuguesas Maravilha






Ana Rita Tavares Seguro

Nasce a 5 de Outubro de 1975, Portugal, é uma actriz e apresentadora portuguesa.
Rita Seguro deu-se a conhecer com a apresentação do programa Portugal Radical da SIC. Depois de algum tempo em Barcelona regressou a Portugal tendo começado por co-apresentar o programa "TOP +" da RTP.
Deu a cara pelo deLUXe, um programa dedicado à moda, ao cinema, à música, à festa e a acontecimentos dignos de registo, com transmissão na TVI, que foi extinto devido às fracas audiências.
Está a tirar o curso de representação na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, de modo a obter formação na área da televisão.
Tem trabalhado como actriz em algumas das novelas da TVI.

Trabalhos em Televisão
· 2004/2005 - Alexandra Marques em Baía das Mulheres, (TVI)
· 2007 - Vanda Cardoso Maravilhas em Tu e Eu, (TVI)
· 2008/2009 - Professora em Morangos com Açúcar - Série VI, (TVI)
· 2010 - Participação especial em Mar de Paixão, (TVI)
· 2011 - Maria da Purificação (Gina) em Anjo Meu, (TVI)

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O único lado bom da miséria é que suprime o medo dos ladrões.

Alphonse Allais
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SAAB AJ-37 Viggen - Suécia

SAAB AJ-37 Viggen
Avião de Ataque ao Solo
versão: Svenska Flygvapnet, esquadrão F13 - Suécia
fabricante: Saab Group – Suécia


envergadura 10,60 m - comp. 16,40 m - alt. 5,90 m - autonomia 2000 km - v.máx. Mach 2,1-2231 kmh - teto serviço 18000 m - canhão 30 mm + 7 pontos fixação nas asas para carga bélica + 2 depósito suplementares combustível - 1 tripulante - peso 9,5-16 ton - 1º voo 8 Fevereiro 1967.    metal, escala 1:72 - 23 cm    base 9x17 cm - extras: Montagem de trens e portinholas.

A lança nórdica.
No início dos anos 60, em plena Guerra Fria, a Svenska Flygvapnet (força aérea sueca) aprovou a conceção de um novo caça polivalente com características semelhantes às dos aparelhos das forças aéreas de ambos os blocos.
Nesta época a Suécia ocupava uma posição política estratégica de primeiro plano no Norte da Europa, dada a sua proximidade com a União Soviética.
Mas a Suécia não fazia parte da OTAN e encontrava-se na primeira linha no caso de uma invasão soviética.

Esta situação teve uma influência decisiva no desenvolvimento de um aparelho destinado a substituir os caças Lansen e Drakken.
A Flygvapnet que se restringia estritamente aos princípios da neutralidade, não excluía por isso a possibilidade de um ataque soviético convencional ou nuclear.

Foi por essa razão, conforme o conceito nacional “Base 90” que previa, em caso de guerra, a utilização de aeródromos dispersos por todo o território, que a Saab teve de conceber um aparelho que respondesse às seguintes especificações: polivalência, capacidade STOL (descolagem em pistas rudimentares de 800 m de comprimento e 9 m de largura, que dado o clima extremo do país, pudessem encontrar-se cobertas de gelo, ou de neve), e de manutenção fácil, a fim de que, se o conflito se concretizasse, pudesse ser feita por reservistas com alguma competência técnica.

O aparelho - em comparação com o Gripen, desenvolvido nos anos 80 - era um moelo típico dos anos 60, com uma dimensão imponente, uma notável deriva de empenagem vertical e grandes tomadas de ar ovais.


Mas, por outro lado, beneficiava de certo número de inovações técnicas muito intersantes.
Deste modo, para lhe melhorarem o impulso, o aparelho foi equipado com planos “canard” frontais de grandes dimensões, antecipando assim os do Kfir israelita e do Eurofighter Typhoon.
Os planos “canard” melhoravam a sustentação das asas em delta do Viggen, gerando um sistema de redemoinhos que tinham influência na sua sustentação.
Por outro lado, faziam deslocar o ar para a frente do avião (centro das pressões aerodinâmicas) de maneira que, durante as manobras, a pressão dos “ailerons” diminuía.


O Saab AJ-37 era uma aeronave muito fiável, mas exigia uma atenção muito especial dos pilotos durante a aterragem.
No entanto, reservavam-se as suas capacidades operacionais apenas a esquadrões da força aérea sueca, porque os sucessivos governos deste país escandinavo, independentemente das suas orientações políticas, sempre se restringiram estritamente ao princípio da neutralidade.
Deste modo, ao contrário de outros países europeus menos atentos a uma ética, Estocolmo sempre insistiu na venda das suas armas estritamente aos países democráticos e estáveis no plano político.

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Sílvia Alberto

Nasce em Lisboa, 18 de Maio de 1981, é uma entertainer portuguesa.
Iniciou-se na televisão em 2000, como apresentadora do programa Clube Disney na RTP1, seguindo-se Clube da Europa na RTP2, em 2001.
Ao mesmo tempo faz a locução do Programa da Manhã, na Mix FM, até 2002.
Nesse ano, muda de estação e torna-se repórter da SIC.
Popularizou-se como apresentadora do concurso musical Ídolos, ao lado de Pedro Granger, em 2003, numa edição que lançou a carreira de Nuno Norte e Luciana Abreu. Co-apresentou, ao lado de Herman José e Fátima Lopes, as edições de 2004 e 2005 dos Globos de Ouro.
De regresso à RTP1 apresentou a primeira temporada de Dança Comigo, em 2006, e seguidamente os concursos Aqui há Talento, a terceira série da Operação Triunfo e Olha quem Dança.
Sílvia Alberto frequentou o curso de Literatura Portuguesa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, acabando por se licenciar em Teatro (ramo de Dramaturgia), pela Escola Superior de Teatro e Cinema.
Neste momento realiza um mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

RTP: · 2000 - Clube Disney · 2001 - Clube da Europa · 2006 - Natal dos Hospitais · 2006 - Dança Comigo · 2007 - Aqui Há Talento · 2007-2008 e 2010-2011 - Operação Triunfo · 2009 - Olha Quem Dança · 2009 - Febre da Dança · 2008, 2009, 2010,2011, 2012 - Festival RTP da Canção · 2009 - Melhor Canção de Sempre Festival RTP da Canção · 2009 - O Último Passageiro · 2010 - Super Miúdos · 2011 - Masterchef

SIC: · 2002 - Catarina.com · 2003 - Flash · 2003 - Mousse Caseira · 2003-2004 - Ídolos · 2004 - Êxtase · 2004 - Campeões Nacionais · 2004-2005 - Gala Globos de Ouro · 2004 - Gala Bolas de Natal · 2005 - SIC 10 Horas · 2005 - Senhora Dona Lady

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Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
 Mário Quintana
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29 de junho de 2012