



A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientam os que

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
'Quem?' perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...Como é que ele consegue viver com ele mesmo?

A própria música: 'Tu que andas sempre descalço

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros icones da juventude de outrora.

O D'Artacão, esse herói canideo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, com






O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na SIC Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.

Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer.
Quem não chorou com a morte de velho Shanquete, não merece o ar que respira.
Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:
Ele nunca subiu a uma árvore!

E pior, nunca caiu de uma, É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.
Ele não se transformava num super-herói

Ela não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.




Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.
Tudo bem, por




Óbvio, nunca cairam quando eram mais novos.



Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum Infanticus' que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho, muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.

Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.


E Sabiamos viver com isso.
Não estamos cá? Não somos até a geração que possívelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós eramos mais a geração 'à rasca', isso sim.





Agora não falta nada aos putos.

Hoje, ele é Playstation, PC, Telemóvel,



Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam uns cromos.
Antes, só havia um cromo por turma.
Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

Gentileza do amigo Raul
JJ edição de fotos
Sem comentários:
Enviar um comentário