Trabant P50
(companheiro de viagem, em alemão)
Modelo oferecido, adquirido em Berlim, representando um Trabant P50 sobre um autêntico fragmento do derrubado Muro de Berlim.
Este longo e sólido muro dividiu a cidade de Berlim durante vinte e oito anos.
“Trabi” na gíria, foi um automóvel produzido pela Sachsenring em Zwickau, na antiga Alemanha Oriental, a República Democrática da Alemanha (RDA ou DDR em alemão), entre 1957 e 1991.
2 cilindros - P50: 500 cc, 20 cv - P60: 594 cc, 24 cv - v.máx. 100 kmh - 0-80 km: 20 segundos - 615 kg - consumo: cidade 14 L/100, estrada 11 L/100.
O Trabant (companheiro de viagem em alemão) ou Trabi, como era carinhosamente chamado pelos alemães, tinha uma carroceria de plástico, que era similar à fibra de vidro, mas de fabricação mais barata e viável para larga escala, mas não era reciclável, o que resultou em um problema nos anos 90: como eliminar as velhas carrocerias abandonadas? O problema acabou exigindo o desenvolvimento de um fungo específico para essa função. Detalhe: Não se deve forçar a sua carroceria, pois como ela é de fibra, se colocar uma carga além de sua capacidade, ele literalmente parte em dois. Revelando a obsolência do carro e como se evitava gastar, evidentemente, em uma sociedade socialista, com bens de consumo.
Uma curiosidade: Quando o muro de Berlim caiu em 1989, os donos dos trabants os deixavam nas ruas, pois ao verem como eram atrasados seus donos os rejeitavam. Mas sua carcaça era feita com uma fibra especial, e tiveram que criar um novo tipo de fungo capaz de destruí-la, caso não fosse feito isso, ele não se deterioraria.
O desempenho não era o forte do Trabant, que atingia uma velocidade máxima de 100km/h e acelerava de 0 a 80 em 20s, apesar de pesar apenas 615kg. Por outro lado, fazia cerca de 11 km/l na cidade e 14 na estrada. Em seu ritmo lento, naturalmente.
Comenta-se que uma empresa norte-americana adquiriu os direitos de produção e tenha planos para relançá-lo, com desenho e mecânica atualizados, em uma fábrica no Usbequistão.
Estima-se que existam hoje cerca de 200 mil Trabants em circulação, cobiçados por colecionadores de todo o mundo.
O Trabi permanece como o maior símbolo da extinta DDR e de tudo que ela representou. O fim do singelo automóvel coincide com o fim da guerra fria e da divisão bipolar do mundo. Hoje, ele é um marco desse tempo que passou, um tempo que ficou para trás quando sopraram os ventos da mudança.
Histórico
Em 1957 foi produzido o primeiro Trabant, o P50, com um modesto motor de 500cc. De modo geral, o estilo mudou pouco até os últimos dias do P60, em 1967.
Em 1962 vinha a primeira evolução, o P60, com motor ampliado para 594cc. Dois anos depois era lançado o P601, com alterações apenas estéticas na dianteira e na traseira, que o tornaram mais retilíneo. Desse modelo surgiu o jipe Tramp, similar ao Volkswagen Kübelwagen, com versões civil e militar.
Nas décadas seguintes, o Trabant receberia ligeiros aprimoramentos, como um sistema elétrico de 12V, freios mais eficientes e uma melhor relação de óleo a ser adicionado ao combustível. Muitas mudanças eram aplicadas aos modelos antigos, que se viam "reciclados" para mais algum tempo de serviço.
Em 1988, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sachsering tentou modernizá-lo, e passou a utilizar o motor de quatro cilindros com quatro tempos e 1,1 litro do Volkswagen Polo.
Outras tentativas já haviam sido feitas por usuários, algumas com motor do Fiat 128. Após a abertura do mercado, o carro não resistiu à concorrência com os modelos ocidentais. Às exatas 14h51 do dia 30 de abril de 1991 era encerrada a produção do Trabant, depois de um total de 3.069.099 unidades vendidas não só em países socialistas, como também na Holanda e Bélgica, por exemplo. A empresa foi privatizada em 1994, após a reunificação da Alemanha, e salva da extinção pelos irmãos Ulf e Ernest-Wilhelm Rittinghaus, que a tornaram lucrativa. Atualmente, a Sachsering produz peças para Jaguar, BMW, Audi e Opel, e recentemente passou a oferecer suas ações na bolsa de valores de Frankfurt. Na época da falência, empregava oito mil funcionários, hoje apenas quinhentos.
Outras tentativas já haviam sido feitas por usuários, algumas com motor do Fiat 128. Após a abertura do mercado, o carro não resistiu à concorrência com os modelos ocidentais. Às exatas 14h51 do dia 30 de abril de 1991 era encerrada a produção do Trabant, depois de um total de 3.069.099 unidades vendidas não só em países socialistas, como também na Holanda e Bélgica, por exemplo. A empresa foi privatizada em 1994, após a reunificação da Alemanha, e salva da extinção pelos irmãos Ulf e Ernest-Wilhelm Rittinghaus, que a tornaram lucrativa. Atualmente, a Sachsering produz peças para Jaguar, BMW, Audi e Opel, e recentemente passou a oferecer suas ações na bolsa de valores de Frankfurt. Na época da falência, empregava oito mil funcionários, hoje apenas quinhentos.
O Trabant foi produzido em dois modelos principais: o primeiro deles foi o Trabant P50, também conhecido como Trabant 500, produzido entre 1957 e 1963; o segundo foi a série P60, produzida entre 1963 e 1991. As séries 500 e 600 tiveram modelos sedãs e camionetas, e a série 600 teve também uma versão conversível.
Foi também fabricado na versão station wagon do Trabant 601.
Os motores de todos os modelos eram de dois cilindros, de dois tempos e refrigeração a ar. Mesmo com os "avanços" do último modelo, o Trabant 601, o Trabi era um carro popular de extrema simplicidade. O interior era extremamente espartano e simples para baratear custos e aumentar a produção. Além do pequeno sedã, era oferecida uma perua de três portas apenas, a Universal, com a mesma mecânica.
O Trabant P60 de apenas 3,37 metros de comprimento e 1,5 metro de largura usava motor de dois cilindros e dois tempos, refrigerado a ar. O motor gerava míseros 26cv de potência, apenas 6cv a mais que o anterior, e 5,3kgf.m de torque. Ele não tinha comando de válvulas, bomba de óleo, radiador ou bomba d'água. O combustível chegava ao carburador pela força da gravidade.
...tenho um bocadinho do Muro de Berlin no meu “Museu”!!...
O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer)







Em dois anos, ocorreram divisões entre os soviéticos e as outras potências de ocupação, incluindo a recusa dos soviéticos aos planos de reconstrução para uma Alemanha pós-guerra auto-suficiente e de uma contabilidade detalhada das instalações industriais e infra-estrutura já removidas pelos soviéticos.[3] Reino Unido, França, Estados Unidos e os países do Benelux se reuniram para mais tarde transformar as zonas não-soviéticas do país em zonas de reconstrução e aprovar a ampliação do Plano Marshall para a reconstrução da Europa para a Alemanha. (...) Wikipédia
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