com o zé 2

Portugal deu "Novos Mundos ao Mundo"......Imagens para dar a conhecer um pouco daquilo que a nossa terra tem de melhor e mais bonito, da beleza das nossas mulheres Portuguesas, das Artes e de locais por onde sirandei, de trabalhos que eu executei, e de outros que admirei.

15 de janeiro de 2012

Portuguesas Maravilha






Se eu pudesse descrever a beleza dos teus olhos e enumerar teus atributos em épocas vindouras... diriam: o poeta mente! A Terra jamais foi acariciada por tal toque divino.

William Shakespeare.
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Dodge WC63 Weapon Carrier - U.S. Army






Dodge WC63 Weapon Carrier
versão: 4th Armored Division - USA
GB - Janeiro 1944
3250 kg metr. 12,7 mm - comp. 5,72 m - larg. 2,10 m alt. 2,17 m - autonomia: estrada 270 km,
mato 180 km - v.máx.: estrada 80 kmh, mato 40 kmh - trip. 2+12 soldados - depósito: n/a - sem blindagem

metal 1:72 - 8+5,5 cm
base 8x17 cm extras: Diorama, paisagem, pormenores de pintura

A versão 6x6 de um célebre camião americano.
Antes da primeira Guerra Mundial 1914-1918 a empresa EEUU Dodge tinha-se lançado na produção de camiões ligeiros baseados no chassis de veículos de turismo.
Nos anos trinta, a empresa alargou a sua gama de camiões, mas só em 1934 é que iniciou o fabrico de veículos militares.
O WC63 era um veículo de transporte de tropas e de armas ao serviço das tropas americanas durante a 2º GM. Este camião tinha três eixos e seis rodas motrizes, o que aumentava a sua capacidade de carga.
Um guincho com capacidade de tração de 1500 kg estava integrado no pára-choques frontal.
Depois da colocação ao serviço, estes camiões foram entregues às unidades do exército norte-americano que precisavam de veículos com grande capacidade de carga e com uma poderosa tração.
O camião aqui representado pertence ao 24th Armored Engineer Battalion, integrado na 4th Armored Division, aquando do seu envio para o Reino Unido em 1944 a fim de preparar o futuro grande desembarque aliado em França, que contribui para o desmoronar do exército alemão e o aproximar do fim da longa guerra de seis anos.
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Fairchild Republic A-10 Thunderbolt II - USAF





Fairchild Republic A-10 Thunderbolt IIMonolugar de Apoio de Proximidade e de Ataque ao Solo
versão: U.S.Air Force
Fairchild Aviation - USA

env. 17,53 m - comp.16,25 m - alt. 4,47 m - canhão Gatlig 30 mm + 7258 carga bélica: bombas nucleares e misseis + 2 depósitos nas asas - 1º voo Maio 1972 - peso 21500 kg - autonomia 463 km - teto serviço 10575 m -v.máx. 628 Kmh/nivel mar - 1 tripulante
metal 1:72 - 24 cm base 9x7 cm
extras: Pormenores pintura, base técnica

O blindado de asa fixa.
A origem deste aparelho singular data de meados dos anos 60 do século passado, quando a USAF se apercebeu de que não tinha no seu arsenal um avião moderno de apoio de proximidade capaz de servir com eficácia no difícil e tortuoso cenário de guerra de guerrilhas Vietnamita.
Os planos do A-10 eram retos, de implantação baixa e grande superfície.
O bordo de ataque da sua secção interior dispunha de aletas móveis, ao passo que ao longo do bordo de fuga tinha instalados flaps com fendas, internos/externos, além de ailerons amplos que se podiam abrir, para agirem como aerofreios e estabilizarem a velocidade em voo picado.
O canhão GAU-8/A foi um dos mais potentes que alguma vez se instalaram numa aeronave, com uma cadência de tiro de 3900 disparos/min.
Usava munições perfurantes de urânio empobrecido, armazenadas num contentor com uma blindagem especial de várias camadas, por causa do perigo de poder explodir com o fogo do inimigo.
O A-10 foi objeto de atualizações e melhoramentos sucessivos.
Entre outros, cabe destacar o recetor/detetor de alvos mediante laser.
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ISU-152 1943 - URSS








ISU-152 1943
versão: 4th Guards Tank Army - URSS
Lvov - Polónia , Julho 1944
47 ton peça 152,4 mm + metr.12,7 mm comp. 9,20 m larg. 3,10 m
alt. 2,50 m aut.: estrada 220 km mato 80 km
veloc. máx.: estrada 38 kmh, mato 20 kmh
5 trip. depº 560-360 L blind. max.aço 320 mm
metálico 1:72 - 12 cm base 8x17 cm
extras: Diorama, fundo, pormenores pintura, patines, base técnica

O mais perigoso dos “Caçadores de Animais”. à semelhança do exército alemão, o exército soviético utilizou chassis de carros de combate para desenvolver canhões automotores.
Um dos mais potentes foi o SU-152 - montado no chassis do carro pesado KV-1 - mais tarde substítuido pelo ISU-152 uma evolução do carro IS-2.
Os ISU-152 foram reagrupados em regimentos de artilharia mecanizada independentes, que estavam integrados no seio de grandes formações (divisões, exércitos, frentes) em função das necessidades das diferentes campanhas.
Eis um dos ISU-152 do 374º Regimento de Artilharia Pesada Automotora de Guardas, integrado no 4º Exército de Carros de Combate de Guardas, durante a campanha levada a cabo pelo Exército Vermelho na Polónia no Verão de 1944.
Perto do final da guerra, os soviéticos chegaram a adotar soluções curiosas para camuflarem os seus veículos blindados e certas peças de artilharia pesada.
Assim, por exemplo, por cima do fundo verde-escuro deste ISU-152 firam apliacas manchas irregulares de diferentes cores.
Quanto ao resto o único símbolo tático visivel é o número “45” em cima de uma espécie de gancho invertido, pintado a stencil, nos lados e costas da casamata.

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14 de janeiro de 2012

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Citroën C4 WRC








Citröen C4 WRC
Rallye do México 2010

pilotos: Petter Solberg (NO) Phil Mills (GB)
1998 cc
315 cv
v.máx. n/a
0-100: n/a
peso: 1230 kg
metal, escala 1:43 - 10 cm
extras: Base técnica

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11 de janeiro de 2012

Tão verdadeiras que são estas palavras até chega a doer…

Nível quanto basta!

A Revolta das Palavras - post por José António Barreiros em 2011.10.11

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos, uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham.


Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravaram no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça.

Foram anos em que o campo tornou-se num imenso resort de turismo de habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave.

Houve quem pensasse até que um dia os serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.

O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins de semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado.

O país que produzia o que se podia transaccionar esse ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar, mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos

filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.

Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação, substituía os cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da computação universal.


Um dia os computadores tudo fariam, o ser humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado, que caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba.

Às tantas os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.

A chegada das lojas dos trezentos já era alarme de que se estava a viver de pexibeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.

Fora disto os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos-ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais claro, e sempre pela reforma agrária e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo e já leu o New Yorker?

A agiotagem financeira essa ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a conta-ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum banco quer que lhe devolvam o capital mutuado quer é esticar ao máximo o lucro que esse
capital rende.

Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao descoberto autorizado.

Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele balcão bancário buscar dinheiro, vendermo-nos ao dinheiro, enforcarmo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.

Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder,querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental, e nos intervalos, imbelicidades e telefofocadas que entre a oligofrenia e a debilidade mental a diferença é nula. E contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.

Estamos nisto.

Gentileza da amiga Julieta R.
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