com o zé 2

Portugal deu "Novos Mundos ao Mundo"......Imagens para dar a conhecer um pouco daquilo que a nossa terra tem de melhor e mais bonito, da beleza das nossas mulheres Portuguesas, das Artes e de locais por onde sirandei, de trabalhos que eu executei, e de outros que admirei.
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14 de outubro de 2010



UM ELÉCTRICO CHAMADO DESEJO

De Tennesse Willians por Diogo Infante no Teatro Nacional D. Maria II até 31 de Outubro.

Eis um clássico, a receita mágica que faz esgotar a sala dourada de teatro lisboeta: mistura-se um grande texto de teatro, uma peça de Tennesse Williams que muitos recordam dos ecrãs do cinema americano, encenado por um famoso actor, agora encenador e director do Teatro Nacional, que conhece o outro lado de lá e que toda a gente conhece e aprecia, convidam-se excelentes actores, alguns deles famosos e estimados pelo público, uma fabulosa e grandiosa cenografia e luz que encantam qualquer espectador mais inclinado à maledicência gratuita e voilá… é um espectáculo que promete casa cheia até ao fim!

Todo o enredo se centra num jogo de polaridades.
Uma viúva americana do sul, aristocrata falida mas requintada, educada para agradar e ser agradada, visita por uns tempos a sua irmã de bom coração a Nova Orleães.

Chega a essa cidade da América do Norte, num eléctrico chamado “Desejo” e é assim que conhece o seu cunhado, filho de emigrantes polacos, homem rude, violento e sem tacto, a seu ver, um péssimo partido para sua irmã, mas na verdade, demasiado atraente, viril e magnético ao seu olhar.

Todo o espectáculo é um jogo de contraste entre personagens, formas de viver e entre conceitos como: desejo versus dependência, poder da sedução vs dependência em ser agradado e agradar, desejo vs vício, fragilidade vs brutalidade, amor vs amargura, violência vs amor, casa cheia vs solidão, verdade vs mentiras, bom nome vs má fama, desespero vs ajuda e tranquilidade, truques e manhas vs transparência, passado vs futuro, homem vs mulher.

Blanche Dubois, interpretada fabulosamente por Alexandra Lencastre, que regressa ao teatro 12 anos depois e que se estreia no palco nacional com uma enorme expectativa e entrega, parece e quer parecer alguém que não é, um passado que não teve, um futuro que lhe está vedado e pretende fugir a uma realidade que dói e assusta qualquer mulher que naquele tempo, anos 40, vê a sua vida desgraçada, sem dinheiro, sem homem, sem emprego, sem rumo e sem solução aparente que não o recurso à casa e comida da sua boa irmã, Stella.

Todo o seu plano seria de feição se não fosse a astúcia de Stanley Kowalski, seu cunhado, filho de emigrantes polacos, viciado em álcool, jogo e agressividade natural, que trabalhou duro para ter o pouco que tem, que suou para construir uma família e amigos e que aprendeu na escola da vida o suficiente para desconfiar e descobrir os segredos de Blanche.

Blanche, que não quer realismo mas magia na sua vida, não consegue assim enfeitiçar nem o seu cunhado nem o seu pretendente e futuro radioso, a esperança e a sua promessa de sorriso, Mitch.

Porém, a marca de Blanche nas suas vidas familiares será, aparentemente, duradoura e irreversível.
O desejo atraiçoa-a.
A dependência da vida, do dinheiro e do amor dos outros vira-lhe as costas e devolve-lhe o passado e a solidão.

O seu fim é infeliz, triste e surpreendente.
Blanche é vítima de si mesma, da armadilha dos seus filmes e ilusões, da sua educação aristocrata decadente, muda e inútil e sempre continuará a depender “da bondade de estranhos”.

Fica no ar, a nosso ver, a história popular do Pedro e do Lobo bem como a dúvida se o fim de Blanche terá sido o antes daquela visita a Nova Orleães.
Albano Jerónimo é, sem qualquer dúvida “the right man for the job”: cru, verdadeiro, brutal, violento, sensual, surpreendente e arrebatador em palco.

Trata por tu, com a sua arte e engenho, sem pestanejar, o talento da actriz Alexandra Lencastre, apesar de pertencer a uma nova geração de actores.
Um actor promissor e genial, o nosso Marlon Brando, tem como ele, estilo, o olhar penetrante, o charme e a arte de representar.

Lúcia Moniz, não canta mas encanta, pois interpreta lindamente Stella, tem a “luz” que o encenador Diogo Infante disse ter encontrado e brilha, de facto, em palco aos olhos de qualquer espectador mais desatento.

uma delícia ouvi-la e vê-la a representar, foi uma escolha do elenco muito feliz e acertada por parte do encenador.

Mitch um gentleman, interpretado por Pedro Laginha, é igualmente muito bem escolhido.
Este actor consegue comover, quase até o coração de Blanche, e dar à sua personagem a naturalidade e o lado leal, naif e amoroso de qualquer homem bom, solteiro de meia-idade que ainda vive com a sua mãe.

Todos os outros actores secundários também são bastante bons.
Como tal, todos estão de parabéns, eis uma obra prima do Sr. Encenador-actor-director - foi na qualidade de director que escolheu a peça, na qualidade de encenador que criou este espectáculo e é com o saber da experiência de actor que ajudou os seus actores a imprimir a arte que faz dela o que ela é -, Diogo Infante que não só tem o mérito de ter ousado e desafiado toda a gente para um projecto ambicioso como este, que não era encenado há vinte anos em Portugal, como soube encenar e direccioná-lo para um bom porto, consagrado por mérito e visivelmente, por grande prazer.

A cenografia de Catarina Amaro está exemplar.
A construção do edifício, das escadas em caracol para os vizinhos e do interior da casa, quando roda o palco, dá cor, textura e vida real e credível a todas as cenas.
A queda simulada de chuva também foi um pormenor criativo realista e soberbo.

O desenho de luz de Nuno Meira também foi bem executado e favorável a um ambiente emocional adequado a cada momento.
Eis assim um espectáculo a não perder até ao fim de Outubro que justifica uma fila de espera na compra do bilhete em troca de um garantido serão de bom entretenimento e lazer cultural.

Por Alexandra Saraiva Rua
in Rua de Baixo http://www.ruadebaixo.com/um-electrico-chamado-desejo.html
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10 de setembro de 2010

CH-CH-CH-CHANGES pela ESTC

“O espectáculo que não é um espectáculo porque é exercício, mas que é espectacular”, com um texto patchwork home made representado pela nova geração de actores que traz a lume irreverências, críticas e reflexões sobre o que é a arte e a academia nos dias de hoje.

Eis um espectáculo de teatro irreverente e fresco, que esteve em cena na Sala Estúdio do Teatro D. Maria II, escrito e representado pelos finalistas de teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema que chamam a si a responsabilidade de fazer ouvir a sua voz no mundo do teatro português, em formato patchwork de cenas e de momentos inspirados em mil e uma referências exteriores, de uma forma própria e dinâmica que só a geração do youtube consegue saber e fazer, questionando o que é arte original, o que é fazer arte, que é ser artista e o que é ser inspirado ou plagiado nos tempos de hoje.

Constantemente se culpam que aquela cena mais não é de um roubo de outra obra registada ou partilhada em livros, televisão, cinema e internet e se tal será legítimo e se tais direitos de autor estarão violados com aquela representação.

Todas as cenas são uma roda viva de diálogos, de retratos de episódios, de conversas do dia-a-dia e de performances de karaoke e de momentos musicais.
Tudo isto separado entre si por uma cortina de néon azul sonora e visual que grita “Ch-ch-ch-chaaange”, fixa no tecto de todo o cenário, que tal como um sino que chama para a hora da missa, serve de input para mudar de cena, com surpresa, dinamismo e intensidade.

O texto foi escrito por todos os finalistas e resulta de uma amálgama de acesas discussões e reflexões de todos eles, ao longo de cinco semanas, num formato tipo Projecto Runaway - um reality-show onde os participantes aspiram e testam as suas qualidades e talentos -, com a supervisão do aluno de dramaturgia, Ricardo Marques, (que também entra em cena, mas agora apenas tocando notas musicais) e aborda os principais temas que preocupam estes jovens actores.

O início do espectáculo, depois de um breve introdução cénica (Miguel Morazzo) e personalizada (Samuel Alves) - ou o mote de todo o espectáculo, porque se repete várias vezes ao longo do mesmo, relembrando o espectador que esta é a “prova dos nove” e ao mesmo tempo, uma bela celebração da sonhada mudança que está a chegar, motivo sempre badalado igualmente com a vibrante palavra cantiga “Change” - dá-se com hilariante festa de “Feliz ano novo!!”, onde todos, alegadamente, festejam o começo de um novo ano ou, metaforicamente, o começo de uma nova vida no teatro português.

Entre muitas cenas, encontramos momentos singulares como:
A provocação de um lanche e chá unisexo pois, em vez das habituais “senhoras do chá das cinco” surgem três jovens homossexuais que questionam o porquê dos preconceitos das pré-definições relativamente às escolhas sexuais e segredos da felicidade na nossa sociedade nos tempos actuais.

Por exemplo, perguntam: “Qual é a diferença entre um Homem e uma Mulher? E respondem e explicam: Nenhuma, “É só Design!, ok?”. Esta cena foi inspirada no vídeo de Chris Crocker que se encontra no youtube intitulado “Individuality/Gender”.
Retrata o seu monólogo virtual, revigorado por desabafos pertinentes e actuais dos seus “colegas de chá” que parecem quer dar chá a quem não tem (a quem não sabe nem deixa viver feliz quem sabe), muito bem representada pelos três finalistas João Duarte Costa, Nuno Fernandes e Manuel Moreira. Brincam com os típicos tiques gay e com as deficiências físicas e suas limitações na performance de uma conversa que, apesar de poder parecer trivial, não é, pois preocupam-se em ”ajudar alguém a reconhecer que aquilo que faz, aquilo que lhe é fácil fazer, é exactamente o que deve fazer”.

Um momento plástico e de performance musical inesperado, com um design kitsch de cenografia e de guarda-roupa muito bem feito e recriado, de onde salta uma estrela, um cantor, Adam Green (David Granada) vestido a rigor em franco diálogo com uma lagosta viva que se zanga por nada ser como devia ser.

Diz esta, furiosa, entre muitas coisas, que “não é suficiente as miúdas serem bonitas” para se ter criado um bom momento de arte e que todos são “parasitas” quando “pegam nas ideias dos outros e fazem um brilharete com elas”. Tudo porque “a rapaziada não tem boas ideias”.

A lagosta, representada pelo actor finalista Óscar Silva, apesar de ser um elemento surrealista, sabe tirar partido do que diz, de como o dizer e das limitações físicas da sua personagem.

Surge o “Quarteto Fantástico” – Nuno Leão, Pedro Barreiro, Tiago de Almeida Dias que, de quarteto, só tem o nome e o número “4” nos seus fatos de surf espacial. São os deuses de outrora.
São os responsáveis por tudo no teatro acontecer, brilhar e encantar.
Sem eles “a cena morre”.
Brincam com o público e com os seus ”1415 minutos de fama”.
Dizem que se juntaram “em 1999 com o objectivo de tornar o mundo melhor”.

Destaca-se a presença em palco e expressividade do super herói Pedro Barreiro e a performance final dos três a citar as fabulosas regras “rígidas e intransponíveis” de uma “técnica milenar” que um bom super herói do teatro segue à risca para tudo correr como se espera.

Misturam-se super heróis com mortais cantores e lagosta.
Todos bebem chá e constatam que um super herói tem sempre um alter-ego, que é “sempre fraco, inseguro e cobarde” e que só no papel de super-herói se consegue redimir e imortalizar do resto da humanidade.
Isso vê-se bem no caso do Super Homem versus Clark Kent, dizem eles.

E voilá, eis outra cena que “se fosse artistas como deve ser não teriam roubado o monólogo final do Kill Bill, o monólogo do Super-Homem”.
E com isto, um pretexto para mais uma discussão viva do que são direitos de autor e pirataria cibernáutica.
Concluem que a única diferença, dizem, entre a pirataria dos corsários com a pirataria virtual é a pala.

Hoje em dia, constata a lagosta, “não é preciso embarcar num barco, apanhar escorbuto e ser mordido por um rato para ser pirata.
A internet é um oceano aberto, qualquer um pode largar âncora, atracar num porto e confortavelmente encher o seu barco com mercadoria ilegal.
Esse é o problema a resolver, o grande desafio”.

Para tranquilizar o público depois destas polémicas discussões, surgem performances bem dispostas e engraçadas dos “ ABBAtar”, com Ana Marta, Marta Barahona de Abreu, Paulo Neto e Emílio Sanchez, grupo musical apresentado por uma voz do além vestida de boxers (Gustavo Vargas).
Destaca-se a representação feminina bastante expressiva e a inesperada presença de um Erasmus em espanhol.

Mas a performance do final do espectáculo é bem fiel e executada em karaoke e ao vídeo que passa em simultâneo projectado na parede.
É muito divertido e apelativo deixar-se seduzir pelo jogo de “descubra as diferenças”.
E mais divertido ainda, assistir a dois momentos paralelos mas simultâneos com um elemento em comum, pois junta-se a isto a cénica e emblemática festa de ano novo e com isso, brilha a prestação versátil e cómica da Marta Barahona de Abreu, que corre, graciosamente e em tempo, de uma cena para a outra.

Sem aparente ligação nem pertinente graça, é o momento do apresentador louco (Gustavo Vargas) que faz perguntas que não esperam resposta e que, juntamente com um grupo de terroristas, à semelhança do que acontece no videoclip da música “Drunk Girls” dos LCD SoundSystem, aparecem vestidos de branco e de vontades bizarras e infernizam espalhafatosamente toda a gente. Circulam, raptam, intimidam, colam pessoas umas às outras com fita-cola amarelo frágil e forçam os participantes involuntários do jogo a engolir esparguete e o que tiver de ser e “vier por bem”, criando-se o caos com direito a alegres serpentinas no ar.

Há momentos para todos os gostos e para todos os estilos.
E como tal, não falta o clássico sketch irreverente do actor pensador nu (Paulo Neto) no seu quarto (ex-sala de estar) que partilha pensamentos, desabafos e frustrações… Mas apesar de estar ao natural, não se sente naturalidade no seu discurso.
Tem mais naturalidade e frescura a lagosta que esgrime com o cantor argumentos teóricos e sólidos sobre a evolução darwinista e a (r)evolução tecnológica, concluindo ironicamente que, nos dias de hoje, ”quando alguém percebe que faz parte da natureza, isso acaba por se tornar numa experiência mística”.

Assim como se repete a festa de ano novo, ao longo de todo o espectáculo, também se repete uma pergunta que não nos deixa ficar indiferentes à energia psicológica de todo o espectáculo nem esquecer o que simboliza este exercício final de teatro e a sua consequência na vida real destes novos actores -” Será que vamos conseguir dormir logo à noite?” é o que perguntam em palco e repetidamente uns aos outros.

O fim começa com as personagens do princípio - Miguel Morazzo apresenta mais duas peças do seu cenário, em passos de desfile “Moda Lisboa”, agora “travestido” de Beyoncé e de Michael Jackson - e com a benção dos super heróis “Quarteto Fantástico”, que cantando clichés e frases populares deliciosas do nosso dia-a-dia, encerram musicalmente o ponto final de mais um curso de teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema.

Destaca-se o bom trabalho de design de cena de Carmo Medeiros, Miguel Morazzo (os três cenários por si vestidos daqueles dois famosos cantores e de David Bowie, no início) e de Rute Reis, quer na cenografia (cenários da sala de estar e de um castiço carro cor-de-rosa na praia) quer nos adereços (lagosta viva) e guarda-roupa (kitsch, super heróis, ABBAtar e adereços dos anos 60/70). Da luz nada a dizer, nem de bom nem de mau.

Perante toda a agitação teatral, passa despercebida excepto nos momentos musicais a três dos super heróis.
O espectáculo teve a direcção de Pedro Penim, professor convidado para encenar este espectáculo, que juntamente com a supervisão de António Lagarto (design de cena), Armando Nascimento Rosa (dramaturgia), Marisa F. Falcón e Miguel Cruz (produção) ajudaram a que este exercício final cumprisse honrosamente o seu destino.
Maria Repas e Luca Aprea foram os professores de apoio, respectivamente, na voz e no corpo.

Parabéns a todos! A todos estes alunos, professores e a todos aqueles que estão nos bastidores deste trabalho mas que muito contribuíram para o resultado final, como os alunos de produção (Catarina Mendes, Francisca Rodrigues e Joana Galeano), que se constata pelo espectáculo que está à vista e em cena, de entrada gratuita mas sujeito a reserva prévia, na Sala Estúdio do Teatro D. Maria II até ao próximo domingo, dia 27 de Junho de 2010.

Bem haja ao Teatro D. Maria II proporciona a jovens actores como estes se estreiem ou que brilhem num palco de orgulho nacional e de timbre vaidoso, e à Escola Superior de Teatro e Cinema que todos os anos é responsável, formadora e tutora de novas gerações de actores.

Por Alexandra Saraiva Rua
In ruadebaixo.com

28 de junho de 2010


Dia de Portugal 2010 e os Antigos Combatentes



Gentileza do amigo José Costa

JJ edição

14 de junho de 2010


Sem braços, Sem pernas, Sem preocupações...

A vida nos proporciona sempre um tapa na cara com exemplos reais de o que é que importa de verdade.
Nosso mundo é entorpecido pelas ambições crescentes que nunca se satisfazem.
Somos pessoas que quanto mais temos mais queremos e menos nos damos por satisfeitos.
Somos pessoas débeis, fúteis e banais!
Já não sei quantos exemplos já foram divulgados por todo o mundo de heróis que não são deste mundo.
Heróis que nos conclamam a sair rapidamente da mediocridade em que vivemos.
Temos muito mais do que realmente é necessário.
Mas ainda não temos nada...

Meu nome é Nick Vujicic e eu agradeço a Deus por ser usado como testemunho para tocar milhares de corações ao redor do mundo.
Eu nasci sem os membros e os doutores não tem qualquer explicação médica para isso. Como você deve imaginar eu enfrentei muitos desafios e obstáculos.

Meus pais são Cristãos, meu pai é pastor.
Eles não tiveram tempo para se preparar para o meu nascimento.
Todos choraram o meu nascimento, e se perguntaram o porquê de Deus ter permitido que aquilo tivesse acontecido com minha família, sendo que minha mãe me deu uma irmã e um irmão normais.
Todos achavam que eu não sobreviveria.
Quando fiz 15 passei a dedicar minha vida a Deus.
Hoje tenho 23 e terminei meu curso universitário de comércio, me formando em planejamento financeiro e contabilidade.
Eu também dou palestras de motivação... Tenho muitos objetivos...

Quero ser independente financeiramente até fazer 25 anos, quero ser entrevistado pela Oprah, quero ter um carro adaptado para mim.
E quero escrever muitos livros... Estou escrevendo meu primeiro livro:

'Sem braços, Sem pernas, Sem preocupações'.

Que Deus te abençoe Nick Vujicic !

'nada na vida deve ser temido, apenas compreendido'

Vamos parar de justificar e clamar a misericórdia de Deus pelas nossas irresponsabilidades, egoísmo, comodismo, omissão, e etc...etc ... vamos?

A DEFICIÊNCIA NÃO ESTÁ NO EXTERIOR ESTÁ DENTRO DE NÓS.






in pibsapucaia.blogspot.

11 de junho de 2010


EXEMPLO A SEGUIR...e que lição para alguns Autarcas.

A seguir por todos que exerçam cargos Politicos ou nomeados pelo Governo !...
A verdadeira lição de honestidade com Utilidade Pública.

Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.
Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete.
Era a véspera de Natal.
ara um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro.
Também chegaram coisas menores.
E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.
Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores.
No segundo Natal a coisa repetiu-se.

E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos.
O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco.
O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem.
O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico: flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal.
Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável.
Acabei com essa tradição.

Não existe tempo para apreciar um cartão de boas-festas quando se recebe milhares e se expede milhares.
Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o.
Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem.
Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome.
Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido.

Assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.
Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público.
Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável.
Em vários países do mundo é assim.
Aqui não.
Quer passar-se do 8 para o 80.
O que significa que nada vai mudar.
Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público.
Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar.
E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.


Francisco Moita Flores, Professor Universitário e Presidente da Camara Municipal de Santarém

Gentileza do amigo José Manuel S.
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25 de maio de 2010


Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.

Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma: - Eu, hein?... nem morta!

Gentileza de uma amiga, pena desconhecer autor.
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26 de abril de 2010

Gratidão

A seguinte imagem é comovente!
A Doberman está grávida.
O bombeiro acaba de salvá-la de um incêndio em sua casa.
Salvou-a e colocou-a no jardim, e logo continuou a sua luta contra o fogo.
Quando finalmente conseguiu apagar o fogo, sentou-se para tomar um pouco de ar e descansar.
Um fotógrafo do jornal Notícias da Carolina do Norte/EUA,
notou que a cadela observava à distância o bombeiro.
Viu a Doberman caminhar directo até o bombeiro
e perguntou-se o que ela iria fazer.?
Assim que levantou sua câmera, o animal chegou até o homem cansado que acabara de salvar a sua vida e de seus bebês.
O fotógrafo captou o momento exacto em que a cadela beijou o bombeiro.

POUCOS DE NÓS HUMANOS, TEMOS O GESTO NOBRE DE AGRADECER A QUEM NOS FAZ O BEM.
ESSA FOTO MOSTRA-NOS QUE ATÉ AS OUTRAS ESPÉCIES ANIMAIS TEM O SENTIDO DA GRATIDÃO.
O NÃO AGRADECER A QUEM NOS FAZ O BEM, DEMONSTRA O QUANTO
AINDA TEMOS QUE SOFRER PARA NOS TORNARMOS HUMANOS.

Gentileza do amigo Carlos Marinho

4 de agosto de 2008

Crónicas


Artigo de Nuno Markl para os Trintões

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.

E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientam os que hoje rondam os trinta.

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.

'Quem?' perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus...Como é que ele consegue viver com ele mesmo?

A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto do rio a passear, Tom Sawyr, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros icones da juventude de outrora.

O D'Artacão, esse herói canideo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs, Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; o Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos. A Super Mulher, heroina que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?);
O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na SIC Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...

E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.

Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer.
Quem não chorou com a morte de velho Shanquete, não merece o ar que respira.

Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.


Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:
Ele nunca subiu a uma árvore!

E pior, nunca caiu de uma, É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.

Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.

Ela não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.
Ele nunca roubou chocolates no Pingo Doce.
O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.

Confesso, senti-me velho...

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.

Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.


Óbvio, nunca cairam quando eram mais novos.
Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.

Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum Infanticus' que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho, muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.

Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma míuda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.
E Sabiamos viver com isso.
Não estamos cá? Não somos até a geração que possívelmente atinge objectivos maiores com menos idade?

E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós eramos mais a geração 'à rasca', isso sim.
Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o caro.

Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.

Hoje, ele é Playstation, PC, Telemóvel, Portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.

Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam uns cromos.





Antes, só havia um cromo por turma.
Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.


É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

Nota:....os chocolates não eram gamados no Pingo Doce...Ainda se chamava Pão de Açucar !!!

Gentileza do amigo Raul
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