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Portugal deu "Novos Mundos ao Mundo"......Imagens para dar a conhecer um pouco daquilo que a nossa terra tem de melhor e mais bonito, da beleza das nossas mulheres Portuguesas, das Artes e de locais por onde sirandei, de trabalhos que eu executei, e de outros que admirei.
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9 de maio de 2010

Eléctricos e Elevadores de Lisboa



Museu da Carris
http://museu.carris.pt/

Com o seu museu, a Carris (companhia de transportes públicos de Lisboa) divulga as suas memórias e o contributo que ao longo de mais de um século prestou ao crescimento da cidade, que se desenvolveu ao ritmo da evolução do sistema de transportes públicos.

O museu possibilita ao visitante uma viagem no tempo, através de documentos e objectos, como fotografias, uniformes, títulos de transporte, equipamento oficinal, eléctricos e autocarros.

Museu da Carris
Morada: Rua 1.º de Maio, 101 - 1300 Lisboa - Portugal
Telefone: 213.613.087
URL: Museu da Carris

ELÉCTRICOS DE LISBOA
na Arte Naife
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15 de setembro de 2008

Elevador do Bom Jesus de Braga





Elevador do Bom Jesus de Braga

É um funicular que liga a parte alta da cidade de Braga ao Santuário do Bom Jesus do Monte.

O elevador segue um percurso paralelo a uma escadaria monumental conhecida como Escadatórios do Bom Jesus e termina na sua parte superior junto à estátua de São Longuinhos.

O elevador funciona sobre uma rampa e é constituído por duas cabines independentes, ligadas entre si por um sistema funicular do tipo "endless rope".

O seu funcionamento baseia-se no sistema de contrapeso de água.
As cabines têm um depósito que é cheio de água, quando estão no nível superior, e vazio no inferior.

A diferença de pesos obtida permite a deslocação.
No elevador do Bom Jesus, a quantidade de água é calculada em função do número de passageiros que pretendem efectuar viagem em cada sentido.

Inaugurado em 25 de Março de 1882, a sua construção foi iniciada em Março de 1880 o Elevador do Bom Jesus, em Braga, constituiu o primeiro funicular construído na Península Ibérica.

A iniciativa da sua construção deveu-se ao empresário bracarense Manuel Joaquim Gomes (1840-1894) e a direcção do respectivo projecto foi do engenheiro suiço Niklaus Riggenbach.

Este, que a partir do seu país natal enviava todas as indicações necessárias para a construção do Elevador, contou com a imprescindível colaboração técnica e prática do engenheiro português de ascendência francesa Raoul Mesnier du Ponsard, que em Braga dirigiu a execução do projecto.

O Elevador do Bom Jesus é actualmente o mais antigo do mundo em serviço a utilizar o sistema de contrapeso de água.

O seu impacto foi de tal ordem que logo nesse mesmo ano, se construiu em Lisboa a Companhia dos Ascensores, que convidou Raoul Mesnier para projectar e instalar na capital uma série de elevadores - Lavra, Glória, Bica, Santa Justa, etc. - uma parte dos quais ainda hoje se encontra em funcionamento.

Distância: 274 m

Desnível: 116 m
Inclinação: 42%
Tempo de viagem: 2,5-4 minutos, dependendo do número de passageiros
Velocidade média: 1,2-1,8 m/s
Número de passageiros por cabine 38 (30 sentados)
Horário: Das 8h-20h, 7 dias por semana, viagens de 30 em 30 minutos

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Elevador de S. Julião





Elevador de S. Julião ou Biblioteca/Município

Este elevador é mais um projecto arrojado do Engº português de ascendência francesa e discípulo de Eiffel, Raoul Mesnier du Ponsard.

Subia 30 metros na vertical, desde o Largo de S. Julião (entrando-se pelo actual número 13 hoje porta do Restaurante Solar Pombalino, para o respectivo saguão), até ao nível do Largo da Biblioteca, hoje Largo da Academia Nacional de Belas Artes (com entrada/saida também pelo número 13, porta ao lado de um portão com o número 12, que parece sem serventia actual) ao qual se chegava percorrendo um viaduto ou passarela metálica sobre a Calçada de S. Francisco.
Tinha duas cabinas movidas por contra-peso de água, subindo uma quando a outra descia, e com lotação para 25 pessoas.

Foi inaugurado em 12 de Janeiro de 1897, mas funcionou poucos anos (até 1915) em virtude de ter começado a existir a carreira de "eléctricos" Rua da Conceição-Calçada de S. Francisco-Camões.

Como nota curiosa, acrescentamos que este ascensor serviu de ponto de reunião aos conspiradores do 28 de Janeiro de 1908.

Também o escritor José Rodrigues Miguéis no seu livro Pouca sorte com barbeiros nos relatava:
"Ouvi falar dum ascensor da Biblioteca onde, coisa misteriosa, tinham sido apanhados alguns conspiradores de categoria.
Que é que a Biblioteca tinha que ver com políticas? Nunca o pude entender".

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Elevador da Nazaré






Elevador da Nazaré

A dificuldade de acesso ao Sítio desde sempre condicionou o desenvolvimento do lugar e a fixação das gentes.

No intuito de servir os interesses da população e de facilitar a chegada dos peregrinos até à Senhora da Nazaré, foi fundada uma parceria para a construção de um ascensor mecânico em finais do século XIX.

O autor do projecto foi Raoul Mesnier du Ponsard, discípulo de Eiffel e também responsável pela maioria dos elevadores de Lisboa.

A linha foi assente em leito próprio, funcionando o cabo descoberto sobre roldanas, numa extensão de 318 metros, com uma imclinação de 42%.

Inaugurado a 28 de Julho de 1889, o Elevador da Nazaré é considerado como uma das melhores iniciativas da história da vila, tendo vindo incrementar o crescimento do Sítio e dinamizar a ligação à praia.

Foi adquirido pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, em 1924, com vista à angariação de fundos para a manutenção do Hospital e também de modo a facilitar o acesso dos fiéis ao Santuário.

Em 1932, foi vendido à Câmara Municipal da Nazaré, passando a ser esta estidade a responsável pela utilização e conservação deste meio de transporte considerado Património Municipal.

As primeiras carruagens eram movidas por meio de uma máquina a vapor, que esteve em funcionamento até 1963, data do único acidente da história do elevador.

Encerrado, após o desastre, durante cinco anos, voltou à actividade com novos carros e um novo sistema de tracção, de transmissão e accionamento eléctrico, provido de um triplo sistema de travagem.

Estes dois ascensores funcionaram incansávelmente, transportando e deleitando munícipes e turistas, até meados de Setemvro de 2001, data da substituição das anteriores por novas carruagens, mais modernas, confortáveis e seguras, cuja a inauguração teve lugar a 24 de Junho de 2002.

"Ex-libris" da vila, o Ascensor é referância obrigatória para todos os que visitam a Nazaré.

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10 de setembro de 2008

Elevador de Santa Luzia - Viana do Castelo



Elevador de Santa Luzia - Viana do Castelo

É um funicular localizado na cidade de Viana do Castelo, ligando a cidade à Igreja de Santa Luzia.

Inaugurado a 2 de Julho de 1923, tendo sido seu promotor Bernardo Pinto Abrunhosa.

Em 19 de Abril de 2001 foi desactivado e entrou em processo de degradação.

Em Junho de 2005 foi iniciado o seu restauro, e o elevador abriu de novo ao público em 5 de Abril de 2007.

A obra foi realizada pelas empresas EFACEC/LIFTECH.
Parte dos componentes foi concebido em Espanha, nomeadamente as carruagens, numa empresa de Saragoça.

O novo equipamento cumpre com as mais recentes normas deste sector, tendo sido alvo de diversas vistorias por parte das entidades acreditadas para o efeito.

A esploração é da Câmara de Viana do Castelo, sendo a Responsabilidade Técnica da empresa LIFTECH.

O elevador funciona de 30 em 30 minutos, no Verão entre as 8h e as 20h, e no Inverno até as 18h, embora funcione a qualquer hora intermédia desde que haja um mínimo de dois passageiros.

Cada viagem custa 2 € e o bilhete de ida e volta 3 €.

Distância do percurso: 650 metros - o maior de Portugal.
Desnível: 160 metros - 0 maior de Portugal.
Inclinação média: 25%.
Velocidade nominal: 2 m/s
Via: dupla, com cruzamento
Fonte de energia: Eléctrica.

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9 de setembro de 2008

Elevador da Bica - Lisboa









Elevador da Bica

http://www.carris.pt/index.php?area=servicos&subarea=servicos_ascensores_bica

O relevo acidentado de Lisboa foi desde sempre um grave obstáculo à circulação de pessoas e bens entre partes altas e baixas da cidade.

Nem mesmo os "Americanos" (carruagens movidas por tracção animal e deslocando-se sobre carris), surgidos nos finais do século XIX, conseguiram responder a este problema de um modo satisfatório.

Com o advento da tracção mecânica surge uma Empresa vocacionada para a sua resolução, a Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa.

Fundada em 6 de Junho de 1882 e remodelada dois anos mais tarde, tendo então adoptado o nome de Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, dotou a cidade com um conjunto de ascensores funcionando em plano inclinado.

O primeiro foi inaugurado em 1884 na Calçada do Lavra, seguindo-se o da Glória no ano seguinte.

Quando em 20 de Abril de 1888 a Nova Companhia assinou um novo contrato com a Câmara Municipal de Lisboa, obteve a concessão para a a instalação de mais um ascensor que, partindo da Rua de S. Paulo pela Rua de Duarte Belo, deveria efectuar ligação com o Largo do Calhariz.

....Dificuldades de todos os géneros, nomeadamente a instalação do cano colector, abalroamentos e as próprias diferenças de declive, atrasaram a construção.
Contudo, após sucessivos adiamentos realizaram-se em 27 de Junho de 1892 as experiências oficiais iniciando-se no dia seguinte o serviço de exploração.
O sistema de tracção era de cremalheira e cabo por contrapeso de água.
Cada carro estava equipado com um reservatório de água que esvaziava sempre que chegava à Rua de S. Paulo e enchia quando no Largo do Calhariz, de modo que a simples diferença de peso fazia funcionar o sistema.

Os carros eram abertos, com nove metros de comprimento e bancos dispostos em "plateia".

Os problemas levantados pelas frequentes faltas no abastecimento de água, obrigando à constante paragem de serviço, fizeram com que em 1886, a Empresa decidisse substituir o sistema de tracção, passando então a utilizar máquinas a vapor.

Estas fornecidas pela firma Maschinnenfabrick de Esslingen - Alemanha, asseguraram o serviço até ao momento em que foi decidida a electrificação do sistema.

Quando em 12 de Outubro de 1916, junto ao Largo do Calhariz, se uttimavam os trabalhos e se procedia ao assentamento de um dos carros sobre os carris, o mau funcionamento dos travões precipitou-o, após uma descida descontrolada, de encontro à Estação da Rua de S. Paulo, onde se despedaçou.

...Em consequência deste acidente o ascensor da Bica permaneceu inactivo durante vários anos até que, em 1923, a Câmara de Lisboa exigiu que voltasse a funcionar.

O sistema que então foi adoptado diferia do anterior por terem sido suprimidos os motores dos carros, os quais passariam a ser accionados por um motor instalado num subterrâneo da Estação do Largo do Calhariz.

Os carros, de um modelo, foram fornecidos pela firma Theodore Bell.
Eram constituidos por um leito e rodados de aço em que assentavam as caixas, abertas, construidas em madeira e reforçadas a ferro.

Os bancos, eram transversais e divididos em três compartimentos, dispostos em "plateia", podendo transportar 16 passageiros sentados e 6 de pé na plataforma da rectaguarda.

A 27 de Junho de 1927 o ascensor da Bica retomava o serviço.
Já então passara a ser propriedade da Companhia Carris.
Nos finais do ano anterior a Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisbia, após anos de negociações com a Câmara de Lisboa e a Carris dissolvera-se, tendo transferido para esta última não apenas a concessão de que era proprietária mas também todo o seu material fixo e circulante.

Acredita-se ter sido já na década de trinta que os carros sofreram algumas alterações assumindo então o seu aspecto actual.

Tal como as suas congéneres das Calçadas do Lavra e da Glória, o Ascensor da Bica é. desde Fevereiro de 2002, Monumento Nacional.

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