
22 de outubro de 2010
18 de outubro de 2010

Centauro B1 1986
1º Reggimento Nizza Cavalleria
Egipto 2002
27 ton
peça 105 mm +
2 metr.7,62 mm 
comp. 7,85 m
larg. 2,95 m
alt. 2,70 m
autonomia 800 km
v.máx. : estrada 110 km
mato n/a
4 tripulantes
dep. 520L
blind. protecção frontal de aço contra projecteis
de 25 mm.
metal, escala 1:72 - 11,5 cm
base 8x17 cm
extras. Diorama, pormenores de pintura, patines, base técnica.
Em meados dos anos 80 o exército italiano quis equipar-se com um veículo caçador de carros dotado de uma grande mobilidade estratégica, por outras palavras, de um veículo sobre rodas que teria a mesma potência de fogo que o carro de combate Leopard 1 já ao serviço.
Assim nasceu o Centauro B1 um blindado com quatro eixos, cuja missão principal era proteger, graças à sua grande potência de fogo, outras unidades de cavalaria, mais ligeiras.
Por outro lado, este engenho deveria ser capaz de efectuar as missões tradicionais dos veículos de reconhecimento.
A sua construção foi confiada à empresa IVECO.
Este Centauro B1 do 1º Regimento Nizza Cavalleria durante exercícios tácticos no deserto egipcio em 2002, esta unidade blindada de reconhecimento era originalmente um regimento de cavalaria do Reino de Itália, criada em 1832.
Tendo em conta o ambiente desértico no qual deveria operar, o veículo foi pintado com uma cor de areia clara e levemente esverdeado.
Além da peça de 105 mm e de metralhadora 7,62 mm, possui quatro lança-granadas fumígeras, instalados em ambos os lados da torre.
JJ fotos
Portuguesas Maravilha
14 de outubro de 2010

UM ELÉCTRICO CHAMADO DESEJODe Tennesse Willians por Diogo Infante no Teatro Nacional D. Maria II até 31 de Outubro.
Eis um clássico, a receita mágica que faz esgotar a sala dourada de teatro lisboeta: mistura-se um grande texto de teatro, uma peça de Tennesse Williams que muitos recordam dos ecrãs do cinema americano, encenado por um famoso actor, agora encenador e director do Teatro Nacional, que conhece o outro lado de lá e que toda a gente conhece e aprecia, convidam-se excelentes actores, alguns deles famosos e estimados pelo público, uma fabulosa e grandiosa cenografia e luz que encantam qualquer espectador mais inclinado à maledicência gratuita e voilá… é um espectáculo que promete casa cheia até ao fim!
Todo o enredo se centra num jogo de polaridades.

Uma viúva americana do sul, aristocrata falida mas requintada, educada para agradar e ser agradada, visita por uns tempos a sua irmã de bom coração a Nova Orleães.
Chega a essa cidade da América do Norte, num eléctrico chamado “Desejo” e é assim que conhece o seu cunhado, filho de emigrantes polacos, homem rude, violento e sem tacto, a seu ver, um péssimo partido para sua irmã, mas na verdade, demasiado atraente, viril e magnético ao seu olhar.
Todo o espectáculo é um jogo de contraste entre personagens, formas de viver e entre conceitos como: desejo versus dependência, poder da sedução vs dependência em ser agradado e agradar, desejo vs vício, fragilidade vs brutalidade, amor vs amargura, violência vs amor, casa cheia vs solidão, verdade vs mentiras, bom nome vs má fama, desespero vs ajuda e tranquilidade, truques e manhas vs transparência, passado vs futuro, homem vs mulher.
Blanche Dubois, interpretada fabulosamente por Alexandra Lencastre, que regressa ao teatro 12 anos depois e que se estreia no palco nacional com uma enorme expectativa e entrega, parece e quer parecer alguém que não é, um pass
ado que não teve, um futuro que lhe está vedado e pretende fugir a uma realidade que dói e assusta qualquer mulher que naquele tempo, anos 40, vê a sua vida desgraçada, sem dinheiro, sem homem, sem emprego, sem rumo e sem solução aparente que não o recurso à casa e comida da sua boa irmã, Stella.Todo o seu plano seria de feição se não fosse a astúcia de Stanley Kowalski, seu cunhado, filho de emigrantes polacos, viciado em álcool, jogo e agressividade natural, que trabalhou duro para ter o pouco que tem, que suou para construir uma família e amigos e que aprendeu na escola da vida o suficiente para desconfiar e descobrir os segredos de Blanche.
Blanche, que não quer realismo mas magia na sua vida, não consegue assim enfeitiçar nem o seu cunhado nem o seu pretendente e futuro radioso, a esperança e a sua promessa de sorriso, Mitch.
Porém, a marca de Blanche nas suas vidas familiares será, aparentemente, duradoura e irreversível.
O desejo atraiçoa-a.

A dependência da vida, do dinheiro e do amor dos outros vira-lhe as costas e devolve-lhe o passado e a solidão.
O seu fim é infeliz, triste e surpreendente.
Blanche é vítima de si mesma, da armadilha dos seus filmes e ilusões, da sua educação aristocrata decadente, muda e inútil e sempre continuará a depender “da bondade de estranhos”.
Fica no ar, a nosso ver, a história popular do Pedro e do Lobo bem como a dúvida se o fim de Blanche terá sido o antes daquela visita a Nova Orleães.
Albano Jerónimo é, sem qualquer dúvida “the right man for the job”: cru, verdadeiro, brutal, violento, sensual, surpreendente e arrebatador em palco.
Trata por tu, com a sua arte e engenho, sem pestanejar, o talento da actriz Alexandra Lencastre, apesar de pertencer a uma nova geração de actores.
Um actor promissor e genial, o nosso Marlon Brando, tem como ele, estilo, o olhar penetrante, o charme e a arte de representar.
Lúcia Moniz, não canta mas encanta, pois interpreta lindamente Stella, tem a “luz” que o encenador Diogo Infante disse ter encontrado e brilha, de facto, em palco aos olhos de qualquer espectador mais desatento.uma delícia ouvi-la e vê-la a representar, foi uma escolha do elenco muito feliz e acertada por parte do encenador.
Mitch um gentleman, interpretado por Pedro Laginha, é igualmente muito bem escolhido.
Este actor consegue comover, quase até o coração de Blanche, e dar à sua personagem a naturalidade e o lado leal, naif e amoroso de qualquer homem bom, solteiro de meia-idade que ainda vive com a sua mãe.
Todos os outros actores secundários também são bastante bons.
Como tal, todos estão de parabéns, eis uma obra prima do Sr. Encenador-actor-director - foi na qualidade de director que escolheu a peça, na qualidade de encenador que criou este espectáculo e é com o saber da experiência de actor que ajudou os seus actores a imprimir a arte que faz dela o que ela é -, Diogo Infante que não só t
em o mérito de ter ousado e desafiado toda a gente para um projecto ambicioso como este, que não era encenado há vinte anos em Portugal, como soube encenar e direccioná-lo para um bom porto, consagrado por mérito e visivelmente, por grande prazer.A cenografia de Catarina Amaro está exemplar.
A construção do edifício, das escadas em caracol para os vizinhos e do interior da casa, quando roda o palco, dá cor, textura e vida real e credível a todas as cenas.
A queda simulada de chuva também foi um pormenor criativo realista e soberbo.
O desenho de luz de Nuno Meira também foi bem executado e favorável a um ambiente emocional adequado a cada momento.
Eis assim um espectáculo a não perder até ao fim de Outubro que justifica uma fila de espera na compra do bilhete em troca de um garantido serão de bom entretenimento e lazer cultural.
Por Alexandra Saraiva Rua
in Rua de Baixo http://www.ruadebaixo.com/um-electrico-chamado-desejo.html
JJ edição fotos
9 de outubro de 2010


Republic Attack Gunship Star Wars
s/ escala 8,5x9x5 cm
extras: Pormenores pintura, fundos, patine.
Preparado para aterrar em ambientes bastantes hostis e irregulares, o Gunship é ideal para o transporte e a infiltração das tropas de elite.
Desenvolvido por Rothana Heavy Enginnering, uma filial de Kuat Drive Yards, o Gunship da República está muito bem armado. Além de ser suficientemente manobrável e rápido para se furtar aos disparos das baterias móveis mais aperfeiçoadas.
Os Gunship da República, uns soldados veículos de combate com propulsores, lançavam sobre as tropas Robots dos Separatistas uma chuva de foguetes e lasers.
Estavam cobertos de armas que lhes permitiam realizar acções de apoio Ar-Terra e Ar-Ar, e também serviam para transportar tropas. Tipo: Gunship de Repulsão.
Fabricante: Rothana Heavy Engineering (filial local de Kuat Drive Yards).Tamanho: 17,4 m de comprimento.
Armas: 2 torretas de laser antipessoal,
4 torretas laser de raio composto,
8 misseis ar-ar,
2 lança-misseis de transferência de massa.
Carga útil: 4 speedbikes militares,
cerca de 17m2 de porão na zona principal (se não levar tropas).
Tripulação e passageiros:
1 piloto, 1 piloto-artilheiro, 2 artilheiros auxiliares numa torreta, cerca de 30 soldados Clones, 1 Robot médico militar IM-6 (arrumado num compartimento de emergência).
Filiação: República Galáctica.

JJ fotos

8 de outubro de 2010
A Obesidade Mental - Andrew OitkeO prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigosdo excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação econhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos
tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas ecomentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e
realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e
romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se
comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta
mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e
telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os
Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres dereputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações
humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e
manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi
Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes
realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da
civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
Por João César das Neves - 26 de Fev 2010
JJ edição fotos
7 de outubro de 2010
Além da beleza arquitectónica dos pequenos espaços comerciais, pode-se também saborear uma limonada, um pirolito, uma gasosa ou um chá, acompanhados de doçaria tradicional...
O quiosque que fotografei é o do Largo de Camões.
In casariodoginjal.
General Ramalho EanesUm gesto mui nobre de um homem, que bastante nos espantará, comparando com o que ouvimos e lemos quotidianamente.
Pondo de lado idealogías políticas, e quer se goste ou não da pessoa, é de admirar, louvar, e muito, esta atitude.
Em contraponto, observe-se o que se passa nos dias de hoje!!
JJ
82 TempoLivre OUT 2008
Quando cumpria o seu segundo mandato como Presidente da República, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.
O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, q
uando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe.«Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.
Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá.
Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis.
Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta - acrescentando os outros. “Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”.
O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar- -nos, a acreditar-nos - condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser Seres Decentes.
Crónica Fernando Dacosta
JJ edição fotos

Mitsubishi MU-2J 1963
Aeronave Civil
Mitsubishi Jukogyo Kabushiki Kaisha - Japão
versão: Transporte Civil

env. 11,94 m
comp. 12 m
alt. 4,17 m
tecto 9020 m
sem armamento
aut. 2334 Km
1º voo: 14 Setº 1963
1-2 trip. + 4-12 passageiros
v. máx. 547 Kmh
peso 5250 kg
Modelo metálico, escala 1:100 - 12 cm
base 15x15 cm
extras: Diorama, pormenores pintura, base técnica.
JJ fotos



















